terça-feira, 31 de julho de 2012

Pérolas aos porcos...


93
CÃES E COISAS SANTAS
Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante aos porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem (Mateus 7,6).


Certo, o cristão sincero nunca se lembrará de transformar um cão em participe do
serviço evangélico, mas, de nenhum modo, se reportava Jesus à feição literal da sentença.
O Mestre, em lançando o apelo, buscava preservar amigos e companheiros do
futuro contra os perigos da imprevidência.
O Evangelho não é somente um escrínio celestial de sublimes palavras. É também
o tesouro de dádivas da Vida Eterna.
Se é reprovável o desperdício de recursos materiais, que não dizer da
irresponsabilidade na aplicação das riquezas sagradas?
O aprendiz inquieto na comunicação de dons da fé às criaturas de projeção social,
pode ser generoso, mas não deixa de ser imprudente. Porque um homem esteja bem
trajado ou possua larga expressão de dinheiro, porque se mostre revestido de autoridade
temporária ou se destaque nas posições representativas da luta terrestre, isto não
demonstra a habilitação dele para o banquete do Cristo.
Recomendou o Senhor seja o Evangelho pregado a todas as criaturas; entretanto,
com semelhante advertência não espera que os seguidores se convertam em demagogos
contumazes, e, sim, em mananciais ativos do bem a todos os seres, através de ações e
ensinamentos, cada qual na posição que lhe é devida
Ninguém se confie à aflição para impor os princípios evangélicos, nesse ou
naquele setor da experiência que lhe diga respeito. Muitas vezes, o que parece amor não
passa de simples capricho, e, em conseqüência dessa leviandade, é que encontramos
verdadeiras maltas de cães avançando em coisas santas.


(Vinha de Luz - Chico Xavier - Bíblia Sagrada)

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Francis Bacon

Francis Bacon, também referido como Bacon de Verulâmio (Londres, 22 de janeiro de 1561 — Londres, 9 de abril de 1626) foi um político, filósofo e ensaísta inglês, barão de Verulam (ou Verulamo ou ainda Verulâmio), visconde de Saint Alban. É considerado como o fundador da ciência moderna.
Desde cedo, sua educação orientou-o para a vida política, na qual exerceu posições elevadas. Em 1584 foi eleito para a câmara dos comuns.
Sucessivamente, durante o reinado de Jaime I, desempenhou as funções de procurador-geral (1607), fiscal-geral (1613), guarda do selo (1617) e grande chanceler (1618). Neste mesmo ano, foi nomeado barão de Verulam e em 1621, barão de Saint Alban. Também em 1621, Bacon foi acusado de corrupção. Condenado ao pagamento de pesada multa, foi também proibido de exercer cargos públicos.
Como filósofo, destacou-se com uma obra onde a ciência era exaltada como benéfica para o homem. Em suas investigações, ocupou-se especialmente da metodologia científica e do empirismo, sendo muitas vezes chamado de "fundador da ciência moderna". Sua principal obra filosófica é o Novum Organum.
Francis Bacon foi um dos mais conhecidos e influentes rosacruzes e também um alquimista, tendo ocupado o posto mais elevado da Ordem Rosacruz, o de Imperator. Estudiosos apontam como sendo o real autor dos famosos manifestos rosacruzes, Fama Fraternitatis (1614), Confessio Fraternitatis (1615) e Núpcias Alquímicas de Christian Rozenkreuz (1616).


O pensamento filosófico de Bacon representa a tentativa de realizar aquilo que ele mesmo chamou de Instauratio magna. A realização desse plano compreendia uma série de tratados que, partindo do estado em que se encontrava a ciência da época, acabaria por apresentar um novo método que deveria superar e substituir o de Aristóteles. Esses tratados deveriam apresentar um modo específico de investigação dos fatos, passando, a seguir, para a investigação das leis e retornavam para o mundo dos fatos para nele promover as ações que se revelassem possíveis. Bacon desejava uma reforma completa do conhecimento. A tarefa era, obviamente, gigantesca e o filósofo produziu apenas certo número de tratados. Não obstante, a primeira parte da Instauratio foi concluída.
A reforma do conhecimento é justificada em uma crítica à filosofia anterior (especialmente a Escolástica), considerada estéril por não apresentar nenhum resultado prático para a vida do homem. O conhecimento científico, para Bacon, tem por finalidade servir o homem e dar-lhe poder sobre a natureza. A ciência antiga, de origem aristotélica, também é criticada. Demócrito, contudo, era tido em alta conta por Bacon, que o considerava mais importante que Platão e Aristóteles.
A ciência deve restabelecer o imperium hominis (império do homem) sobre as coisas. A filosofia verdadeira não é apenas a ciência das coisas divinas e humanas. É também algo prático. Saber é poder. A mentalidade científica somente será alcançada através do expurgo de uma série de preconceitos por Bacon chamados ídolos. O conhecimento, o saber, é apenas um meio vigoroso e seguro de conquistar poder sobre a natureza.

(Wiki)

 

O Cortiço

“Estalagem São Romão: Alugam-se casinhas e tinas
para lavadeiras.”
As casinhas eram alugadas por mês e as tinas por
dia: tudo adiantado. O preço de cada tina, metendo água,
quinhentos réis, sabão à parte. As moradoras do cortiço
tinham preferência e não pagavam nada para lavar.
Graças à abundância da água que lá havia, como em
nenhuma outra parte, e graças ao muito espaço de que de dispunha
o cortiço para estender roupa, a concorrência às tinas
não se fez esperar; acudiram lavadeiras de todos os pontos
da cidade, entre elas algumas vindas de bem longe. […]
E aquilo se foi constituindo numa grande lavanderia,
agitada e barulhenta, com as suas cercas de varas, as
suas hortaliças verdejantes e os seus jardinzinhos de três
e quatro palmos, que apareciam como manchas alegres
por entre a negrura das limosas tinas transbordantes e o
revérbero das claras barracas de algodão cru, armadas
sobre os lustrosos bancos de lavar. E os gotejantes jiraus,
cobertos de roupa molhada, cintilavam ao sol, que nem
lagos de metal branco.
E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade
quente e lodosa, começou a minhocar, a esfervilhar,
a crescer, um mundo, uma coisa viva, uma geração, que
parecia brotar espontânea, ali mesmo, daquele lameiro, e
multiplicar-se como larvas no esterco. (p. 19-20)

(Trecho de "O Cortiço" de Aluísio Azevedo - A vida imita a arte ou a arte imita a vida, não sabemos ainda, como diria Agostinho Carrara)

terça-feira, 24 de julho de 2012

Brilhe vossa Luz...



Meu amigo, no vasto caminho da Terra, cada criatura procura o alimento espiritual que lhe corresponde à posição evolutiva.
A abelha suga a flor, o abutre reclama despojos, o homem busca emoções. Mas ainda mesmo no terreno das emoções, cada espírito exige tipos especiais.
Há sofredores inveterados que outra coisa não demandam além do sofrimento, pessimistas que se enclausuram em nuvens negras, atendendo a propósito deliberado, durante séculos. Suprem a mente de torturas contínuas e não pretendem construir senão a piedade alheia, sob a qual se comprazem.
Temos os ironistas e caçadores de gargalhadas que apenas solicitam motivos para o sarcasmo de que se alimentam.
Observamos os discutidores que devoram páginas respeitáveis, com o único objetivo de recolher contradições para sustentarem polêmicas infindáveis.
Reparamos os temperamentos enfermiços que sorvem tóxicos intelectuais, através de livros menos dignos, com a incompreensível alegria de quem traga envenenado licor.
Nos variados climas do mundo, há quem se nutra de tristeza, de insulamento, de prazer barato, de revolta, de conflitos, de cálculos, de aflições, de mentiras...
O discípulo de Jesus, porém - aquele homem que já se entediou das substâncias deterioradas da experiência transitória -, pede a luz da sabedoria, a fim de aprender a semear o amor em companhia do Mestre...
Para os companheiros que esperam a vida renovada em Cristo, famintos de claridade eterna, foram escritas as páginas deste livro despretensioso.
Dentro dele, não há palavras de revelação sibilina.
Traduz, simplesmente, um esforço para que nos integremos no Evangelho, celeiro divino do nosso pão de imortalidade.
Não é exortação, nem profecia.
É apenas convite.
Convite ao trabalho santificante, planificado no Código do Amor Divino.
Se a candeia ilumina, queimando o próprio óleo, se a lâmpada resplende, consumindo a energia que a usina lhe fornece, ofereçamos a instrumentalidade de nossa vida aos imperativos da perfeição, para que o ensinamento do Senhor se revele, por nosso intermédio, aclarando a senda de nossos semelhantes.
O Evangelho é o Sol da Imortalidade que o Espiritismo reflete, com sabedoria, para a atualidade do mundo.
Brilhe vossa luz! - proclamou o Mestre.
Procuremos brilhar! - repetimos nós.
EMMANUEL
Pedro Leopoldo, 25 de novembro de 1951.

(Prefácio do livro Vinha de Luz - Chico Xavier)

Saber como convém...





"E se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber." -
Paulo. (I CORÍNTIOS, 8:2.)

A civilização sempre cuida saber excessivamente, mas, em tempo algum, soube como convém saber.
É por isto que, ainda agora, o avião bombardeia, o rádio transmite a mentira e a morte, e o combustível alimenta maquinaria de agressão.
Assim também, na esfera individual, o homem apenas cogita saber, esquecendo que é indispensável saber como convém.
Em nossas atividades evangélicas, toda a atenção é necessária ao êxito na tarefa que nos foi cometida.
Aprendizes do Evangelho existem que pretendem guardar toda a revelação do Céu, para impô-la aos vizinhos; que se presumem de posse da humildade, para tiranizarem os outros; que se declaram pacientes, irritando a quem os ouve; que se afirmam crentes, confundindo a fé alheia; que exibem títulos de benemerência, olvidando comezinhas obrigações domésticas.
Esses amigos, principalmente, são daqueles que cuidam saber sem saberem de fato.
Os que conhecem espiritualmente as situações ajudam sem ofender, melhoram sem ferir, esclarecem sem perturbar. Sabem como convém saber e aprenderam a ser úteis.
Usam o silêncio e a palavra, localizam o bem e o mal, identificam a sombra e a luz e distribuem com todos os dons do Cristo. Informam-se quanto à Fonte da Eterna Sabedoria e ligam-se a ela como lâmpadas perfeitas ao centro da força. Fracassos e triunfos, no plano das formas temporárias, não lhes modificam as energias. Esses sabem porque sabem e utilizam os próprios conhecimentos como convém saber.

(Vinha de Luz - Chico Xavier/Emmanuel e www.grupomarcelodoria.com.br )

terça-feira, 17 de julho de 2012

A Luz...

Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se.
O que vos digo em trevas dizei-o em luz; e o que escutais ao ouvido pregai-o sobre os telhados.
E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo.
Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? e nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai.
E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados.
Não temais, pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos.
Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.
Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus.
Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada;
Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra;
E assim os inimigos do homem serão os seus familiares.
Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim.
E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim.
Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á
Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou.
Quem recebe um profeta em qualidade de profeta, receberá galardão de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá galardão de justo.
E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão.

(Mateus, 10)

Moral Estranha...

4 – E todo o que deixar, por amor do meu nome, a casa, ou os irmãos, ou as irmãs, ou o pai, ou a mãe, ou a mulher, ou os filhos, ou as fazendas, receberá cento por um, e possuirá a vida eterna (Mateus, XIX: 29).
5 – Então disse Pedro: Eis aqui estamos nós, que deixamos tudo e te seguimos. Jesus lhes respondeu: Em verdade vos digo que ninguém há que uma vez que deixou pelo Reino de Deus a casa, ou os pais, ou os irmãos, ou a mulher, ou os filhos, logo neste mundo não receba muito mais, e no século futuro a vida eterna. (Lucas, XVIII: 28-30).
6E disse-lhe outro: Eu, Senhor, seguir-te-ei, mas dá-me licença que eu vá primeiro dispor dos bens que tenho em minha casa. Respondeu-lhe Jesus: Nenhum que mete a sua mão ao arado, e olha para trás, é apto para o Reino de Deus. (Lucas, IX: 61-62).

(Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XXIII - Moral Estranha)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Em nosso trabalho...

"Porque toda casa é edificada por alguém, mas o que edificou todas as coisas é Deus." - Paulo. (HEBREUS, 3:4.)



O Supremo Senhor criou o Universo, entretanto, cada criatura organiza o seu
mundo particular.
O Arquiteto Divino é o possuidor de todas as edificações, todavia, cada Espírito
constrói a habitação que lhe é própria.
O Doador dos Infinitos Bens espalha valores ilimitados na Criação, contudo, cada
um de nós outros deverá criar valores que nos sejam inerentes à personalidade.
A natureza maternal, rica de bênçãos, em toda parte constitui a representação do
patrimônio imensurável do Poder Divino e, em todo lugar, onde exista alguém, aí palpita a
vontade igualmente criadora do homem, que é o herdeiro de Deus.
O Pai levanta fundamentos e estabelece leis.
Os filhos contribuem na construção das obras e operam interferências.
É compreensível, portanto, que empenhemos todo o cuidado em nosso esforço
individualista, nas edificações do mundo, convictos de que responderemos pela nossa
atuação pessoal, em todos os quadros da vida.
Colaboremos no bem com o entusiasmo de quem reconhece a utilidade da própria
ação, nos círculos do serviço, mas sem paixões destruidoras que nos amarrem às ilhas do
isolacionismo.
Apresentemos nosso trabalho ao Senhor, diariamente, e peçamos a Ele destrua as
particularidades em desacordo com os seus propósitos soberanos e justos, rogando-Lhe
visão e entendimento.
Seremos compelidos a formar o campo mental de nós mesmos, a erguer a casa de
nossa elevação e a construir o santuário que nos seja próprio.
No desdobramento desse serviço, porém, jamais nos esqueçamos de que todos os
patrimônios da vida pertencem a Deus.


(Vinha de Luz - Chico Xavier )

terça-feira, 10 de julho de 2012

Princípios do Reiki


         GOKAI (Os cinco Princípios do Reiki)
Kyo Dake Wa (Só por hoje) Okoro-Na (Não se zangue)
Shimpai Suna (Não se preocupe)
Kansha Shite (Expresse sua gratidão)
Gyo Wo Hage Me (Seja aplicado em seu trabalho)
Hito Ni Shinsetsu Ni (Seja gentil com os outros)

Convivendo com a diferença

Convivendo com a diferença



Do homem das cavernas aos tempos atuais, a historia da humanidade é rica em exemplos de como o caminho do conhecimento é cheio de percalços e desvios, que na maioria das vezes, nos levaram a cometer atrocidades uns com os outros visando defender o que então acreditávamos ser a ¨verdade¨. Já acreditávamos que a terra era plana, e que o velho continente fosse o único mundo existente, até descobrirmos a América. Já tomamos as forças da natureza como deuses implacáveis prontos a nos castigar caso não lhes fizéssemos oferendas, e vivemos longos e sangrentos séculos sob a égide do deus único na era medieval, em nome do qual a intolerância para com os costumes e a religiosidade do outro mantiveram acesas as fogueiras da Inquisição.
Uma pessoa não se torna iluminada imaginando figuras de luz, mas fazendo a escuridão se tornar consciente.– Carl Gustav Jung
O diferente sempre nos assombrou, e de acordo com a intensidade do assombro, respondemos, ou melhor, nos defendemos com maior ou menor hostilidade. Buscamos justificar nossas atitudes e apaziguar a mente, na razão da moral social e na vaga sensação de conforto que a voz da maioria nos proporciona, não aceitando encarar que todos temos medo. Medo do diferente e do que ele possa causar em nossas “sólidas ilusões” sobre a verdade.
Nosso mundo tem mudado. Em alguns momentos isso se deu de forma tão rápida que ficamos meio perdidos por algum tempo. O desenho das fronteiras nos mapas – mundi mudou. Sugiram novos países, enquanto outros literalmente sumiram do mapa. A ciencia e as novas tecnologias avançam a passos largos superando a si mesmo a cada momento, nos oferecendo conforto e melhor qualidade de vida. Porém, ainda temos muito que caminhar no sentido de democratizar o acesso a estas novas tecnologias e ao conhecimento a toda a população, e não apenas a uma parte desta. Este é um grande passo a ser dado pela humanidade, pois o conhecimento, em qualquer área, traz a luz ao que estava oculto nas sombras, traz a consciência o inconsciente,seja ele coletivo ou individual, ilumina o medo e amplia as fronteiras individuais que criamos para nos resguardar do que nos seja estranho.
O conhecimento de si mesmo é o caminho através do qual podemos conhecer melhor o outro. E conhecendo o outro, aprendemos que a diferença é uma premissa da própria natureza, inata e natural ao ser, ao homem, ao individuo, e que ampliar e estender as condições para acesso ao conhecimento e nossas fronteiras individuais é a moda propulsora pela qual cada ser pode desenvolver o melhor de si, adicionando, assim, sua própria luz a luz do mundo, para que as diferenças não sejam sinônimo de medo, discórdia, hostilidade e intolerância, mas de fraternidade, respeito e união no propósito de um mundo mais feliz. Os caminhos de cada um são os que formam a grande estrada por onde correrá nossa historia, a história da humanidade. Quando aprendemos a conviver com a diferença, talvez nossa historia coletiva seja diferente , menos sangrenta, menos intransigente. Esta é a grande diferença!

Reiki

Mikao Usui (1865-1926), um monge japonês discípulo da escola tendai, foi quem redescobriu a técnica do Reiki. Como monge, Usui já possuía conhecimento das técnicas de cura dos antigos, que consistia em reequilibrar o fluxo energético das pessoas, chamado pelos chineses de CHI, para o TAO (sabedoria Universal) pudesse se realizar plenamente. A vida de monge é um dos caminhos que levam a iluminação, pois é baseada na harmonia com o Universo. A pratica da meditação, a prece, o jejum,o exercício da concentração e o estudo das leis universais fazem parte do dia-a-dia de um monge. A escola Tendai, da qual Usui fazia parte, praticava o estudo de símbolos sagrados e seu uso energético. Usui já conhecia estes símbolos e como usá-los. A grande questão que o levou a redescobrir o Reiki foi a vontade de saber como ativa a energia universal e seu poder de harmonização de um modo mais simples e que pudesse ser usado por pessoas comuns.
A resposta veio através de um retiro de 21 dias,no Monte Kurama (Japão), para meditar e jejuar. No vigésimo primeiro dia Usui recebeu a iluminação, aprendendo como ativar e transmitir a energia universal pela imposição das mãos e pelos símbolos. Usui foi instalar-se então em um bairro pobre, onde realizava curas e ensinava seu método.
Entre seus alunos estava Chujiro Hayashi(1878-1941), um oficial da marinha japonesa que sistematizou o Reiki para uso clínico. Em sua clinica em Tókio, Hayaski passou a usar várias pessoas, canalizando energia Reiki para um só paciente, pois considerava que assim a energia era potencializada. Desenvolveu também o sistema de níveis para o recebimento das sintonizações e dos símbolos ,que eram trocadas pela prestação de serviços dos adeptos no atendimento aos pacientes da clinica.Chujiro Hayashi é considerado o estruturador do reiki, pois organizou e sistematizou o método descoberto por Mikao Usui.
Em 1935, uma havaiana chamada Hawayo Takata viajou para o Japão para realizar um ritual budista em homenagem ao seu falecido marido. Porem, como sofria de dores abdominais e cálculos biliares, submeteu-se a internação hospitalar ainda no Japão. Enquanto aguardava a operação marcada pelos médicos, a Sra.Takata ouviu uma voz interna dizer-lhe que não era necessário operar. Ela então desistiu da operação e internou-se na clinica de reiki de Chujiro Hayashi. Aos poucos a Sra. Takara foi ser restabelecendo e procurou se informar melhor sobre aquela técnica que lhe havia ajudado a curar-se.
Decidiu aprender a técnica, ficando no Japão por dois anos. Em 1938, tornou-se Mestra, passando a transmitir e divulgar o reiki no ocidente. Hawayo Takata fundou a associação internacional de reiki (AIRA), e é tida como a grande propagadora da técnica do reiki no ocidente. Para que o reiki fosse bem aceito no ocidente, a Sra. Takata contava que Mikao Usui era cristão, estudioso das religiões e diretor da Universidade de Doshisha em Kyoto no Japão, tendo viajando para EUA, China e Índia em busca de saber como Jesus Cristo e Buda realizava a cura de outras pessoas.
Esta indagação o levou a estudar em vários textos antigos, e entre eles Usui encontrou sutras escritos em sânscrito que explicavam a técnica do Reiki… Daqui pra frente a historia é igual á que relatamos acima, mudando em um ou outro detalhe. O interessante neste fato é que apresentando Mikao Usui como cristão e professor universitário a Sra. Takata consegui com que o Reiki fosse bem aceito pelo ocidente, mesmo num período muito próximo ao final da Segunda Guerra Mundial(1939-1945), retornando- se uma técnica muito conhecida e difundida, chegando até os dias atuais.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Apóstolo Paulo de Tarso...

O dia 29 de junho também é comemorado pela Igreja Católica como dia dedicado ao Apóstolo Paulo de Tarso. Dentre outras epístolas atribuídas a ele, é bem conhecida a Epístola de Paulo aos Romanos, sobre a qual  destacamos o seguinte comentário:


A epístola aos romanos foi escrita por Paulo, provavelmente na cidade de Corinto, Grécia, enquanto ele estava hospedado na casa de Caio e transcrita por um um dos Setenta Discípulos, o escriba chamado Tércio de Icônio. Há uma série de razões que convergem para a teoria de que Paulo a escreveu em Corinto, uma vez que ele estava prestes a viajar para Jerusalém ao escrevê-la, o que corresponde com Atos 20:03, onde é relatado que Paulo permaneceu durante três meses na Grécia. Isso provavelmente implica Corinto, pois era o local de maior sucesso missionária de Paulo, na Grécia. Adicionalmente Febe, uma diaconisa da igreja em Cencréia, um porto a leste de Corinto, teria sido capaz de transmitir a carta a Roma depois de passar por Corinto. Erasto, mencionado em Romanos 16:23, também viveu em Corinto sendo comissário da cidade para obras públicas e tesoureiro da cidade em várias épocas, mais uma vez indicando que a carta foi escrita em Corinto.
O momento exato em que foi escrito não é mencionado na carta, mas foi obviamente escrito quando a coleta de dízimos para Jerusalém tinha sido montada e Paulo estava prestes a ir a Jerusalém, ou seja, no final de sua segunda visita a Grécia, durante o inverno que precedeu a sua última visita a essa cidade. A maioria dos estudiosos propoem que a carta foi escrita no final de 55, 56 ou 57. Outros propoem o início de 58 ou 55, enquanto Luedemann defende uma data anterior, como 51/52 (ou 54/55 ), na sequência de Knox, que propôe 53/54.

Contexto de Romanos na vida de Paulo

Durante dez anos antes de escrever a carta (aproximadamente 47-57), Paulo tinha viajado ao redor da fronteira com o Mar Egeu evangelizando. Igrejas foram plantadas nas províncias romanas da Galácia, Macedónia, Achaia e Ásia. Paulo, considerando a sua tarefa concluída, queria pregar o evangelho na Espanha. Isso lhe permitiu visitar Roma no caminho, uma ambição de longa data dele. A carta aos Romanos, em parte, prepara a comunidade de Roma e dá motivos para sua visita.
Além da localização geográfica de Paulo, suas opiniões religiosas são importantes. Primeiro, Paulo era um judeu helenístico com um fundo farisaico, integrante de sua identidade. Sua preocupação com o seu povo é uma parte do diálogo e é retratado ao longo da carta.

Eis um trecho da Epístola de Paulo aos Romanos (Cap. 2):


1 Portanto, és inescusável quando julgas, ó homem, quem quer que sejas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu, que julgas, fazes o mesmo.
2 E bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade sobre os que tais coisas fazem.
3 E tu, ó homem, que julgas os que fazem tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo de Deus?
4 Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento?
5 Mas, segundo a tua dureza e teu coraçäo impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestaçäo do juízo de Deus;
6 O qual recompensará cada um segundo as suas obras; a saber:
7 A vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupçäo;
8 Mas a indignaçäo e a ira aos que säo contenciosos, desobedientes à verdade e obedientes à iniqüidade;
9 Tribulaçäo e angústia sobre toda a alma do homem que faz o mal; primeiramente do judeu e também do grego;
10 Glória, porém, e honra e paz a qualquer que pratica o bem; primeiramente ao judeu e também ao grego;
11 Porque, para com Deus, näo há acepçäo de pessoas.
12 Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também pereceräo; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei seräo julgados.
13 Porque os que ouvem a lei näo säo justos diante de Deus, mas os que praticam a lei häo de ser justificados.
14 Porque, quando os gentios, que näo têm lei, fazem naturalmente as coisas que säo da lei, näo tendo eles lei, para si mesmos säo lei;
15 Os quais mostram a obra da lei escrita em seus coraçöes, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os;
16 No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho.
17 Eis que tu que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus;
18 E sabes a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído por lei;
19 E confias que és guia dos cegos, luz dos que estäo em trevas,
20 Instrutor dos néscios, mestre de crianças, que tens a forma da ciência e da verdade na lei;
21 Tu, pois, que ensinas a outro, näo te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que näo se deve furtar, furtas?
22 Tu, que dizes que näo se deve adulterar, adulteras? Tu, que abominas os ídolos, cometes sacrilégio?
23 Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressäo da lei?
24 Porque, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vós.
25 Porque a circuncisäo é, na verdade, proveitosa, se tu guardares a lei; mas, se tu és transgressor da lei, a tua circuncisäo se torna em incircuncisäo.
26 Se, pois, a incircuncisäo guardar os preceitos da lei, porventura a incircuncisäo näo será reputada como circuncisäo?
27 E a incircuncisäo que por natureza o é, se cumpre a lei, näo te julgará porventura a ti, que pela letra e circuncisäo és transgressor da lei?
28 Porque näo é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisäo a que o é exteriormente na carne.
29 Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisäo a que é do coraçäo, no espírito, näo na letra; cujo louvor näo provém dos homens, mas de Deus.

Tédio

Descobri que estou entendiado, sem entusiasmo. Você disse para nos aceitarmos do jeito que somos. Não consigo aceitar a vida, sabendo que, ...