quinta-feira, 11 de maio de 2017

Tédio

Descobri que estou entendiado, sem entusiasmo. Você disse para nos aceitarmos do jeito que somos. Não consigo aceitar a vida, sabendo que, lá dentro, me falta alegria. O que fazer?

Ouvi falar de um novo tipo de tranquilizante que não relaxa - só faz com que você fique mais tenso.
Experimente! Experimente mesmo - seja americano! -, mas não mais do que três vezes. Experimente uma vez, duas, três, e então pare, afinal não há por que ser idiota.
Você me pergunta, "Descobri que estou entediado..."
Essa é uma grande descoberta. Com certeza! Muito poucas pessoas se dão conta de que estão entediadas - e elas estão, estão mortas de tédio. Todo mundo sabe disso menos elas. Saber que se está entediado já é um grande começo; agora basta conhecer algumas implicações disso.
O homem é o único animal que sente tédio; essa é uma grande prerrogativa, faz parte da dignidade do ser humano. Você já viu um búfalo entediado, um jumento entediado? Eles não ficam entediados. O tédio significa simplesmente que o jeito como você está vivendo está errado; por isso é uma grande coisa saber que "Estou entediado e algo tem de ser feito com relação a isso, é preciso que haja alguma mudança". Portanto, não pense que é ruim ficar entediado - é um bom sinal, um bom começo, um começo muito auspicioso. Mas não pare por aí.
Por que se fica entediado? Você fica entediado porque vive de acordo com padrões mortos, que herdou de outras pessoas. Renuncie a esses padrões, largue-os! Comece a viver à sua própria moda!
Não é uma questão de dinheiro, de poder, de prestígio; é uma questão do que, intrinsecamente, você quer fazer. Faça isso sem ligar para os resultados, e o tédio desaparecerá.
Você tem de seguir as ideias dos outros, tem de fazer as coisas do jeito "certo", tem de fazer as coisas quando é preciso. Esses são os alicerces do tédio.
Toda a humanidade está entediada porque aquele que deveria ser místico é matemático, aquele que deveria ser matemático é político, aquele que deveria ser poeta é um homem de negócios. Todo mundo está fazendo uma coisa diferente do que deveria; ninguém está onde deveria estar. É preciso arriscar. O tédio pode desaparecer no mesmo instante se você estiver disposto a correr riscos.
Você me diz, "Descobri que estou entediado..." Você está tão entediado porque não foi sincero consigo mesmo, não foi honesto consigo mesmo, você tem de se respeitar mais.
E você diz, "Estou sem entusiasmo." Como ter entusiasmo? O entusiasmo só aparece quando você está fazendo o que quer; não importa o que isso seja.
[...]
Ainda há tempo - saia dessa prisão em que você viveu até agora! Só é preciso um pouco de coragem, só um pouco da coragem do jogador. Não há nada a perder, lembre-se disso. Você só vai perder seus grilhões - só vai perder o tédio, esse sentimento constante de que está perdendo algo. O que mais há a perder? Saia do rebanho e se aceite - mesmo que fique contra Moisés, Jesus, Buda, Mahavira, Krishna, aceite-se. Sua responsabilidade não é para com Buda ou Zaratustra ou Kabir ou Nanak; sua responsabilidade é para consigo mesmo.
Seja responsável - e, quando eu uso a palavra responsável, faça o favor de não interpretá-la de modo errado. Não estou falando de deveres, responsabilidades. Estou simplesmente usando a palavra no seu sentido literal: responder à realidade, ser responsável.
Você tem vivido uma vida irresponsável, cumprindo todas as responsabilidades que os outros esperam que você  cumpra. O que tem a perder? Você está entediado - essa é uma boa oportunidade. Você está perdendo o entusiasmo; do que mais precisa para sair dessa prisão? Pule para fora, sem olhar para trás.
As pessoas dirão, "Pense duas vezes antes de pular". Eu digo, "Pule primeiro e depois pense tanto quanto quiser!"

(Trecho do livro CORAGEM - O prazer de viver perigosamente - Em busca do destemor - Editora Cultrix - OSHO)

quarta-feira, 10 de maio de 2017

O dever

O dever é a obrigação moral, diante de si mesmo primeiro, e dos outros em seguida. O dever é a lei da vida; ele se encontra nos mais ínfimos detalhes, assim como nos atos mais elevados. |Não quero falar aqui senão do dever moral, e não daquele que as profissões impõem.
Na ordem de sentimentos, o dever é muito difícil de ser cumprido porque se acha em antagonismo com as seduções do interesse e do coração; suas vitórias não tem testemunhos, e suas derrotas não tem repressão. O dever íntimo de homem está entregue ao seu livre-arbítrio; o aguilhão da consciência, esse guardião da probidade interior, o adverte e o sustenta, mas permanece, frequentemente, impotente diante dos sofismas da paixão. O dever do coração, fielmente observado, eleva o homem; mas, esse dever, como precisá-lo? Onde começa ele? Onde se detém? O dever começa precisamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranquilidade do vosso próximo; termina no limite que não gostaríeis de ver ultrapassado em relação a vós mesmos.

(Trecho do Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XVII - Sede perfeitos - Lázaro, Paris, 1863)

Nem fácil nem difícil, só natural...

O amor é um estado natural da consciência. Nem é fácil nem difícil, essas palavras de forma nenhuma se aplicam a ele. Ele não é um esforço; por isso não pode ser fácil nem pode ser difícil. É como respirar! É como as batidas do coração, é como o sangue circulando no nosso corpo.
O amor é nosso próprio ser...mas esse amor ficou quase impossível. A sociedade não o permite. A sociedade condiciona você de tal forma que o amor fica impossível e o ódio passa a ser a úncia coisa possível. Então o ódio é fácil, e o amor não é só difícil como impossível. O homem tem sido deturpado. Os políticos e os padres têm participado de uma profunda conspiração ao longo das eras. Eles tem reduzido a humanidade a uma multidão de escravos. Estão destruindo qualquer possibilidade de rebelião no homem - e o amor é uma rebelião, porque o amor só ouve o coração e não dá a mínima para o resto.
O amor é perigoso porque ele faz de você um indivíduo. E o Estado e a Igreja.... eles não querem indivíduos, de jeito nenhum. Não querem seres humanos, querem ovelhas. Querem pessoas que só pareçam seres humanos, mas cuja alma tenha sido esmagada de tal maneira, tenha sido danificada a tal ponto, que o estrago pareça quase irremediável.
E a melhor maneira de destruir o homem é destruir sua espontaneidade de amar. Se o home tiver amor, não poderá haver nações; as nações existem no ódio. Os indianos odeiam os paquistaneses e os paquistaneses odeiam os indianos - só assim esses dois países podem existir. Se o amor surgir, as fronteiras vão desaparecer. Se o amor surgir, então quem vai ser cristão e quem vai ser judeu? Se o amor surgir, as religiões desaparecerão.
Se o amor surgir, quem irá ao templo? Para quê? É porque está faltando amor que você sai em busca de Deus. Deus não é nada mais que um substituto para o amor que está faltando. Como você não é bem-aventurado, não está em paz, não está em êxtase, você está em busca de Deus. Se a sua vida é uma dança, Deus já está no seu coração. O coração amoroso está cheio de Deus. Não há necessidade de mais nenhuma busca, não há necessidade  de ir a templo nenhum, de procurar padre nenhum.
Por isso o padre e o político, esses dois, são inimigos da humanidade. Eles estão conspirando, pois o político quer governar o seu corpo e o padre quer governar sua alma. E o segredo é o mesmo: destruir o amor. Então o homem passa a ser nada além de uma vacuidade, de um vazio, uma existência sem sentido. Então você pode fazer o que quiser com a humanidade e ninguém se rebelará, ninguém terá coragem suficiente para se rebelar.
O amor dá coragem, o amor leva o medo embora - e os opressores dependem do seu medo. Eles criam medo em você, mil e um tipos de medo. Você fica cercado de medos, toda a sua psicologia é cheia de medos. Lá no fundo você está tremendo. Só na superfície você mantém uma certa fachada; mas, dentro de você, existem camadas e camadas de medo.
Um homem cheio de medo só pode odiar - o ódio é uma consequência natural do medo. Um homem cheio de medo é também cheio de raiva, e um homem cheio de medo é mais contra a vida do que a favor dela. A morte parece um estado repousante para ele. O homem temeroso é um suicida, tem uma visão negativa da vida. A vida lhe parece perigosa, pois viver significa que você terá de amar - como você poderá viver? Exatamente como o corpo precisa respirar para viver, a alma precisa de amor para viver. E o amor está definitivamente envenenado.
Envenenando a sua energia de amor, eles criaram uma cisão em você; criaram um inimigo dentro de você, dividiram-no em dois. Eles criaram uma guerra civil, e você está sempre em conflito. E, no conflito, sua energia é dissipada; por isso sua vida não tem sabor, alegria. Não transborda de energia; ela é sem graça, insípida, falta-lhe inteligência.
O amor aguça a inteligência, o medo a embota. Quem quer você seja inteligente? Não aqueles que estão no poder. Como eles podem querer que você seja inteligente/ - porque, se for inteligente, você começará a ver toda a estratégia, os jogos que eles fazem. Eles querem que você seja burro e medíocre. Certamente querem que você seja eficiente no que diz respeito ao trabalho, mas não inteligente; por isso a humanidade vive no seu potencial mínimo.

(Trecho do livro CORAGEM - O prazer de viver perigosamente - A coragem de amar - Ed. Cultrix - OSHO)

Primeira Epístola de Paulo Apóstolo a Timóteo

Ora, o fim do mandamento é a caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida.
Do que desviando-se alguns, se entregaram a vãs contendas;
Querendo ser doutores da lei, e não entendendo nem o que dizem nem o que afirmam.
Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente.

(Timóteo 1 5:8)

Of Love and Life - Juhi Chawla In Conversation with Sadhguru

A Parábola do Semeador - Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec

5 - Jesus, ao sair de casa, sentou-se à beira-mar, e uma grande multidão de pessoas reuniu-se ao seu redor. Assim, Ele subiu em um barco, e...