quarta-feira, 2 de maio de 2012

TJRS arrecada doações para Banco de Livros


Com o objetivo de disseminar a informação e o conhecimento, o Tribunal de Justiça do Estado está promovendo campanha para arrecadação de livros. Os donativos serão encaminhados ao Banco de Livros, entidade dedicada a montar bibliotecas em instituições como creches, asilos, hospitais, escolas e presídios.
As caixas de coleta estarão disponíveis no saguão do TJRS, Palácio da Justiça, Foro Central e Foros Regionais até o dia 10/5.
Estarão sendo aceitos títulos diversos, para todas as faixas etárias, assim como contos, crônicas, poesias e histórias em quadrinhos. Livros didáticos, lançados preferencialmente nos últimos cinco anos, também poderão ser doados.
Sobre o Banco de Livros
O Banco de Livros é uma das iniciativas da Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais, que foi instituída pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul - FIERGS. O Banco de Livros foi criado com o objetivo de fazer o conhecimento circular e chegar até as pessoas que não possuem o acesso à leitura, proporcionando aos beneficiados o acesso à informação.
Com uma equipe especializada, os exemplares arrecadados passam por uma triagem e higienização. Após ser verificada a necessidade das instituições beneficiadas, bem como sua infraestrutura e perfil do leitor, é organizado um espaço de leitura e a entrega dos livros.
O Banco de Livros fica localizado na Av. Francisco Silveira Bitencourt, 1928, em Porto Alegre.


A espiritualidade das crianças...

Na visão espírita, considerar a espiritualidade das crianças não significa apreciar apenas um aspecto importante do indivíduo na fase infantil, mas ter em c onta que a criança é um espírito reencarnado e que a sua natureza é essencialmente espiritual. A espiritualidade da criança identifica a própria criança. Tratar com uma criança, portanto, é relacionar-se com o ser imortal que excursiona temporariamente no plano físico com a finalidade evolutiva de desenvolver integralmente suas potencialidades espirituais.
Cada criança traz em si os registros profundos das experiências existenciais anteriores e uma proposta evolutiva destinada ao seu aperfeiçoamento espiritual, com vistas à sua plena realização diante das leis da vida, que significam os desígnios de Deus relativos à destinação humana.
A espiritualidade das crianças não exige exclusivamente ensino religioso sustentado meramente em preceitos teológicos, mas reclama educação integral que desperte gradualmente a consciência para sua própria condição espiritual e valorize a sublimação de seus sentimentos, para que sua capacidade de amar qualifique todas as expressões do espírito imortal.
Compreende-se que ao atraí-las e acolhê-las amorosamente, Jesus ressaltou que as crianças são naturalmente favorecidas ao aprendizado de Seus ensinamentos, pois na infância, no alvorecer de sua nova existência, embora inibido de se manifestar com plenitude, o espírito encontra-se mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento através dos efeitos da educação.
Por sua espiritualidade, a criança reclama educação no bem e as amorosas lições de Jesus orientam a consciência humana na infância e em todas as fases de sua vida ao aprimoramento moral, impulsionando-a para a conquista da vida superior.

(Palavras de Luz - Jornal do Grupo Espírita Francisco Xavier - Rua Cajú, 87 - Porto Alegre/RS)

A criança obsidiada - Como proceder?

Sombrio é o panorama da atualidade terrena. A mídia divulga a todo momento quadros dolorosos de miséria, crueldade, terrorismo, tortura guerras, tudo isto a expressar as condições evolutivas da humanidade. O Espiritismo esclarece as causas dos desencontros e sofrimentos que assolam os seres humanos, desvenda o contínuo intercâmbio mental entre os dois mundos e seus habitantes, encarnados e desencarnados. Essa interação nem sempre é positiva e benéfica. Tanto lá como aqui, as criaturas são as mesmas, com suas paixões e vícios, suas virtudes e conquistas positivas.
Tambéms as crianças participam deste intercâmbio, de forma natural, sem que se dêem conta disso, seja pela aproximação de espíritos protetores, seja pela presença de desafetos do passdo ou de antigos comparsas.
Crianças obsidiadas - espíritos milenares vinculados ao passado e, muito frequentemente, sintonizados com os desafetos, hoje perseguidores/vingadores que se aproximam para cobrar o que julgam lhes ser de direito e justiça.
A ação destas entidades inferiores se mostra de diferentes maneiras, desde as perturbações do sono, causando pesadelos que infundem o terror noturno, tanto quanto provocando inquietação, irritação, medo, agressividade, mudança de comportamento, depressão tristeza, complexos diversos, perturbações de aprendizado, até suscitando ideias terríveis de maldades, suicídio, etc.
Pequeninos seres que se nos apresentam torutrados, inquietos, padecentes de enfermidades impossíveis de serem diagnosticadas, cujo choro aflito ou nervoso nos condói e impele à prece imediata em seu benefício, são muita vez obsidiados de berço. Outros se apresentam sumamente inquietos, irritados, desde que abrem os olhos para o mundo carnal. Ao crescerem, apresentar-se-ão como crianças-problema, que a Psicologia em vão procura entender e explicar.
Nos casos mais graves, podem acontecer, associados ao processo obsessivo, um tipo ou outro de transtorno mental, ou, ainda, lares tumultuados nos quais imperam a rivalidade, o ciúme, as rixas constantes, aversões entre familiares, conflitos e situações complexas, levando multidões de pessoas ao desespero, ao desânimo, ao sofrimento e a reações desequilibradas.
Diante de um quadro desses, os pais mais previdentes logo encaminham os filhos para médicos e psicólogos, cujo valores desses profissionais reconhecemos, mas que no âmbito das patologias espirituais quase nada poderão fazer.
O tratamento espiritual abrange alguns aspectos extremamente necessários à recuperação da criança e familiares. Quando a família aceita a orientação espírita, torna-se mais fácil alcançar bons resultados. Deve-se esclarecê-los da necessidade de se manter um ambiente o mais harmonioso possível no grupo doméstico, onde cada um se empenhe em melhorar os relacionamentos. É imprescidível o Culto ao Evangelho no Lar, pelo menos uma vez por semana. Os pais devem ensinar desde cedo aos seus filhos o hábito da oração, seja em que religião for. Dentre os pontos da orientação espírita, destaca-se o tratamento através dos passes e a frequência dos familiares a reuniões doutrinárias, para que aos poucos possam ir assimilando os princípios luminosos do Espiritismo. Usar água fluidificada. Por outro lado, a estrutura das reuniões de desobsessão possibilita o atendimento às entidades que estejam  envolvidas com o caso. Se for possível, a criança deve ser encaminhada para as aulas de Evangelização infantil.

(Suely Caldas Schubert - Mediunidade e Obsessão em Crianças - in Palavras de Luz - Jornal do Grupo Espírita Francisco Xavier- Rua Cajú, 87 - Porto Alegre)

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Fé raciocinada...

Para podermos crer de verdade, antes de mais nada, precisamos compreender aquilo em que devemos crer. A crença sem raciocínio não passa de uma crença cega, de uma crendice ou mesmo de uma superstição. Antes de aceitarmos algo como verdade, devemos analisá-lo bem. O mal de muita gente é acreditar facilmente em tudo que lhe dizem, sem cuidadoso exame.

"Fé inabalável é aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade." Allan Kardec.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Salve Jorge!




Quem vai pela boa estrada
No fim dessa caminhada
Encontra em Deus perdão...

(A todos os guerreiros deste, e do "outro lado" da vida...)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Homenagem ao Índio

I
Não chores, meu filho;
Não chores, que a vida
É luta renhida:
Viver é lutar.
A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos
Só pode exaltar.

II

Um dia vivemos!
O homem que é forte
Não teme da morte;
Só teme fugir;
No arco que entesa
Tem certa uma presa,
Quer seja tapuia,
Condor ou tapir.

III

O forte, o covarde
Seus feitos inveja
De o ver na peleja
Garboso e feroz;
E os tímidos velhos
Nos graves concelhos,
Curvadas as frontes,
Escutam-lhe a voz!

IV

Domina, se vive;
Se morre, descansa
Dos seus na lembrança,
Na voz do porvir.
Não cures da vida!
Sê bravo, sê forte!
Não fujas da morte,
Que a morte há de vir!

V

E pois que és meu filho,
Meus brios reveste;
Tamoio nasceste,
Valente serás.
Sê duro guerreiro,
Robusto, fragueiro,
Brasão dos tamoios
Na guerra e na paz.

VI

Teu grito de guerra
Retumbe aos ouvidos
D’imigos transidos
Por vil comoção;
E tremam d’ouvi-lo
Pior que o sibilo
Das setas ligeiras,
Pior que o trovão.

VII

E a mão nessas tabas,
Querendo calados
Os filhos criados
Na lei do terror;
Teu nome lhes diga,
Que a gente inimiga
Talvez não escute
Sem pranto, sem dor!

VIII

Porém se a fortuna,
Traindo teus passos,
Te arroja nos laços
Do inimigo falaz!
Na última hora
Teus feitos memora,
Tranqüilo nos gestos,
Impávido, audaz.

IX

E cai como o tronco
Do raio tocado,
Partido, rojado
Por larga extensão;
Assim morre o forte!
No passo da morte
Triunfa, conquista
Mais alto brasão.

X

As armas ensaia,
Penetra na vida:
Pesada ou querida,
Viver é lutar.
Se o duro combate
Os fracos abate,
Aos fortes, aos bravos,
Só pode exaltar.

(Canção do Tamoio - Gonçalves Dias)

19 de abril - Dia de Santo Expedito

A tradição refere-se que ele era chefe da 12ª Legião Romana, cognominada "Fulminante", estabelecida em Metilene, sede de uma das províncias romanas da Armênia. "Fulminante" lhe havia sido dado em memória de uma façanha que se tornou célebre.
Durante uma campanha da Germânia, na região dos Quades, no nordeste da Hungria atual, o imperador Marco Aurélio foi cercado pelos bárbaros, ficando sem água e provimentos. Marco Aurélio orou como lhe ensinava sua filosofia e fez com que fossem feitos encantamentos pelos mágicos, companheiros indispensáveis, à época, dos exércitos.
A 12ª Legião, recrutada no Distrito de Metilene, na Capadócia, formada em grande parte por soldados cristãos, reuniram seus soldados fora do campo, onde ajoelharam-se e oraram ao verdadeiro Deus
Esses milhares de homens em oraçào e com os braços abertos formaram um espetáculo tão estranho que os inimigos pararam surpresos. Uma chuva abundante se pôs a cair, foi quando os soldados romanos saciaram sua sede e fizeram o inimigo recuar. Depois, caíram raios e granizos sob os bárbaros, com tal violência, que os mesmos debandaram em pânico.
Como se vê, Santo Expedito estava à testa de uma das mais gloriosas legiões, composta, em grande parte, por soldados cristãos.

O Soldado Cristão

Mas a história que documenta as façanhas desta legião, infelizmente, é bastante sóbria em detalhes da vida de seus chefes. Ela nada nos diz sobre Santo Expedito.
Podemos supor que ele distinguiu seu comando pelas virtudes de cristão e de chefe ligados à sua religião, à seu dever, à ordem e à disciplina, dando, em todas as circunstâncias, o exemplo das mais belas virtudes.
O ardor bastante conhecido do generoso soldado Expedito e sua situação de chefe de legião, chamou a atenção de Deocleciano, quando as perseguições começaram em Metilene. Entre muitos que já haviam pago com a vida estavam: Maurício, outro chefe de legião, Marcelo, centurião romano e Sebastião, tribuno da guarda pretoriana, hoje conhecido como São Sebastião. Sendo assim, Expedito e seus companheiros de armas, cheios de admiração pelo capitão Sebastião, deveriam ter prometido imitar sua conduta, devendo crer, inclusive, que teriam que sofrer a mesma sorte, quando das perseguições cristãs, enfrentando a morte a ter que renunciar sua fé.
Nada se sabe sobre as circunstâncias que acompanharam os últimos instantes de Santo Expedito.
Podemos supor que ele também foi sacrificado por recursos do império. Sabe-se que era concedido ao cidadão romano o privilégio de somente perecer pela espada. São Paulo, por ser cidadão romano, foi beneficiado por essa lei e teve a cabeça cortada, já São Pedro, que era judeu, foi crucificado. Quando se tratava de um soldado do exército romano, antes da decapitação, ele deveria sofrer o suplício da flagelação.
Assim também ocorreu com Santo Expedito, depois de ser flagelado até derramar sangue, teve a cabeça decepada. Era o dia 13, das calendas de Maio, isto é, 19 de Abril de 303. Assim afirmam os martinólogos da época.
Outros cristãos pereceram com ele do mesmo modo, supondo-se serem seus companheiros de armas. São os mártires: Hermógenes, Caio, Aristônio, Rufo e Gálatas.
Nada mais podemos adiantar sobre o martírio de Santo Expedito, pois a história silencia a esse respeito.
Pouco importa. A única conclusão é que Santo Expedito, chefe da 12ª Legião, era seguramente uma alma de fé muito grande, pois preferiu perder sua situação e até sua vida a renunciar à sua religião.
Não se sabe o que foi feito do corpo do heróico mártir. Piedosas mãos devem tê-lo sepultado em local hoje desconhecido.
Sua lembrança, ao contrário, ficou guardada na memória dos cristãos e os primeiros escritores eclesiásticos puderam escrever seu nome entre os que tinham derramado seu sangue pela fé.


A Parábola do Semeador - Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec

5 - Jesus, ao sair de casa, sentou-se à beira-mar, e uma grande multidão de pessoas reuniu-se ao seu redor. Assim, Ele subiu em um barco, e...