quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Tome cuidado com o conhecimento

Erudição  é algo muito fácil de se conseguir. Os textos sagrados estão aí, as bibliotecas estão aí, as universidades estão aí; é muito fácil tornar-se uma pessoa erudita. Acontece que, ao acumular conhecimento, você acaba se colocando numa situação bastante delicada, pois o ego logo vai acreditar que se trata de seu conhecimento - aliás, não apenas de conhecimento, mas que se trata de sua sabedoria. O ego vai querer transformar aquilo que é mero conhecimento em sabedoria. E logo você começará a acreditar que já sabe.
Mas você não sabe nada. Você sabe apenas aquilo que leu nos livros. E é bem provável que esses livros tenham sido escritos por pessoas iguaizinhas a você. Na verdade, 99 por cento dos livros são escritos por pessoas cujo conhecimento provém unicamente dos livros, e não da experiência. Resultado: se você ler dez livros, sua mente ficará tão cheia de bobagens que será preciso que você escreva um novo livro só para conseguir se livrar delas. Afinal, o que você faria com isso? você tem que encontrar alguma forma de se desfazer de toda essa tralha.
Fui professor em duas universidades, e pude observar centenas de outros professores universitários. É o tipo de gente mais esnobe que existe no mundo. O professor enxerga a si mesmo como se fosse parte de uma espécie diferenciada, pois ela sabe. E o que ele sabe? Apenas palavras; e palavras não são experiência. Você pode repetir a palavra "amor" um milhão de vezes, amor, amor, amor... e, mesmo assim, não vai experienciar o que é o amor. Você também pode ler inúmeros livros sobre o amor; há milhares de livros assim: romances, poesias, contos, tratados, teses. E qual será o resultado? Você chegará a conhecer tantas coisas sobre o amor que, talvez, se esqueça inteiramente de que você mesmo nunca amou, de que, na realidade, não sabe nada em matéria de amor.
Assim, o meu terceiro pedido é este: tome muito cuidado com o conhecimento. Esteja muito atento para que, sempre que quiser, você possa colocar o seu conhecimento de lado, de modo que ele não bloqueie a sua visão, que não se interponha entre você e a realidade. É preciso que você esteja completamente nu ao lidar com a realidade. Quando há tantos livros se interpondo entre você e a realidade, aquilo que você vê nunca será, de fato, o real - já estará tão distorcido pelos livros que, no momento em que chegar até você, talvez já não tenha a menor conexão com a realidade em si.

(OSHO - Vivendo Perigosamente - A aventura de ser quem você é)

Crie seu próprio caminho

Sócrates afirmava que uma pessoa não pode trilhar um caminho feito por outros. É preciso que você crie sua própria senda - e, para isso, primeiramente você deve caminhar. É o contrário dessa noção de que as estradas estão aí prontas e disponíveis para você, sendo preciso apenas seguir por elas - a vida não é assim. A estrada é criada à medida que se anda; você cria seu próprio caminho justamente ao caminhar. E lembre-se: ele é só para você, e para mais ninguém. É como acontece com os pássaros que voam pelo céu e não deixam nenhum rastro para que outros possam segui-los. O céu permanece sempre limpo. Qualquer pássaro pode voar, sim, mas terá que criar a sua própria rota.

(OSHO - Vivendo Perigosamente - A aventura de ser quem você é)

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Love yourself - No dreams, No change

Look in the mirror. Take a moment to appreciate the person looking back at you. The small things that define you as an individual are precious. Everybody has something to give to the world, everyone deserves to be appreciated for who they are.
You are unique, you are special: Love yourself!
Be inspired by your ability to dream. Because whatever we have now was once a dream. 

(United Colors of Benetton - United Dreams)

sábado, 22 de outubro de 2016

Perfeição e totalidade

Todo meu ensinamento é orientado em direção à totalidade. Eu digo "seja inteiro", e não "seja perfeito". E a diferença é gigantesca. Quando digo "seja inteiro", significa que aceito as suas contradições, aceito que você seja inteiramente contraditório.
Quando digo "seja inteiro", não estou lhe dando uma meta, um critério ou um ideal; não quero criar nenhuma ansiedade em você. Simplesmente quero que, onde quer que você esteja nesse momento, seja você quem for e o que estiver fazendo, que o faça com inteireza. Se está triste, fique realmente triste; se está bravo, fique realmente bravo - isso é ser inteiro. Mergulhe de forma total no que estiver vivendo.
A ideia de perfeição é diferente; na verdade, mais que diferente, é algo diametralmente oposto. Os perfeccionistas dirão: "Nunca fique bravo; sempre tenha compaixão. Nunca fique triste; seja sempre feliz." Eles escolhem uma polaridade em detrimento da outra. Já no estado de totalidade, nós aceitamos as duas polaridades: os altos e os baixos, as subidas e as descidas.

Totalidade é plenitude.

(OSHO - Vivendo perigosamente. A aventura de ser quem você é)

Dica do dia


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Relaxe em seu próprio ser, independentemente de quem você seja. Não se imponha nenhum ideal. Não enlouqueça  a si mesmo; não há necessidade disso. Apenas seja - renuncie a essa necessidade de tornar-se algo. Não estamos indo a lugar nenhum, simplesmente estamos aqui. E este é um momento tão bonito, é uma bênção tão grande; não traga nenhum futuro para dentro dele, pois isso iria arruiná-lo. O futuro é venenoso. Apenas relaxe e desfrute. Se eu puder ajudá-lo a relaxar e a desfrutar, minha missão estará cumprida. Se puder ajudá-lo a descartar seus ideais, a abandonar todas as ideias a respeito de como você deveria ou não deveria ser; se eu conseguir tirar todos os mandamentos que lhe foram impostos, terei cumprido minha missão. Quando você está livre de qualquer mandamento, quando vive intuitivamente - de forma natural, espontânea, simples - , acontece uma grande celebração, pois, finalmente, você está em casa.


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Que bravura há em destruir?

Havia um homem praticamente louco, um louco assassino. Ele fez o juramento de que mataria mil pessoas, e não menos do que isso, por que a sociedade não o tratava bem. Ele se vingaria matando mil pessoas, e de cada pessoa assassinada ele tiraria um dedo e faria um rosário de dedos em volta do pescoço, um rosário de mil dedos.

Ele matou 999 pessoas. Ninguém ia para onde ele estava; quando as pessoas ficavam sabendo onde ele estava, o tráfego deixava de ir para aquela direção. E assim ficou muito difícil para ele encontrar uma pessoa, e apenas mais uma pessoa era necessária.

Buda estava seguindo na direção de uma floresta, mas pessoas da vila se aproximaram dele e disseram: "Não vá! Angulimala está lá, aquele louco assassino! Ele não pensa duas vezes e simplesmente mata, e ele não levará em consideração o fato de que você é um buda. Não vá por esse caminho; há outro caminho e você pode ir por ele, mas não passe por essa floresta!"

Buda replicou: "Se eu não for, quem irá? E ele está esperando por mais um, então preciso ir."

Angulimala tinha quase cumprido seu juramento e era um homem cheio de energia, porque estava lutando contra toda a sociedade. Ele matou sozinho quase mil pessoas. Reis tinham medo dele, generais tinham medo, o governo, a justiça, os policiais... ninguém podia fazer nada. Mas Buda disse: "Ele é uma pessoa e precisa de mim. Preciso correr o risco: ou ele me matará ou eu o matarei."

É isto que os Budas fazem: arriscam a própria vida. Buda foi, e mesmo os discípulos mais íntimos que juraram permanecer com ele até o final começaram a ficar para trás, pois era perigoso! Assim, quando Buda chegou à colina onde Angulimala estava sentado sobre uma pedra, não havia ninguém atrás dele; ele estava sozinho, pois todos os discípulos haviam desaparecido. Angulimala olhou para aquele homem inocente como uma criança, tão belo, e pensou que mesmo um assassino sentia compaixão por ele. Ele imaginou: "Esse homem parece não saber que estou aqui, porque ninguém vem por esse caminho". E o homem parecia tão inocente, tão belo, que até mesmo Angulimala pensou: "É melhor não matar esse homem. Eu o deixarei ir; posso encontrar outra pessoa.

Então ele disse a Buda: "Volte! Pare aí mesmo e volte! Não dê mais nenhum passo! Sou Angulimala, e aqui estão 999 dedos; só preciso de mais um, e mesmo se minha mãe vier, eu a matarei e cumprirei meu juramento! Então não se aproxime, sou perigoso! E não acredito em religião, não importa quem você é. Você pode ser um monge muito bom, talvez um grande santo, mas não me importo! Eu me importo só com o dedo, e seu dedo é tão bom quanto o de qualquer outra pessoa; então não se aproxime nem mais um passo, senão o matarei. Pare!" Mas Buda continuou a se aproximar.

Então Angulimala pensou: "ou esse homem é surdo ou é louco!" De novo ele gritou: "Pare! Não se mova!"

Buda disse: "Eu parei há muito tempo, não estou me movendo, Angulimala, você é que está. Parei há muito tempo; todos os movimentos cessaram, porque toda a motivação cessou. Quando não há motivação, como o movimento pode acontecer? Não há objetivo para mim, eu atingi o objetivo; então por que eu deveria me mover? Você é que está se movendo, e lhe digo: pare você!"

Angulimala estava sentado sobre uma pedra e começou a rir; ele disse: "Você é realmente louco! Estou sentado, e você está me dizendo que estou me movendo. E você está  se movendo e diz que está parado. Você realmente é um tolo, um louco ou alguém muito estranho!"

Buda chegou perto e disse: "Ouvi dizer que você precisa de mais um dedo. No que se refere a este corpo, meu objetivo foi alcançado; este corpo é inútil. Quando eu morrer, as pessoas o queimarão e ele não terá utilidade para ninguém. Você poderá usá-lo, seu juramento pode ser cumprido: corte meu dedo e corte minha cabeça. Vim de propósito, porque essa é a última chance para meu corpo ser usado de alguma maneira; do contrário, as pessoas o queimarão".

Angulimala disse: "O que você está dizendo? Eu achava que era o único doido por aqui. E não tente ser esperto, porque sou perigoso e ainda posso matá-lo."
 
Buda disse: "Antes de me matar, faça uma coisa. Satisfaça o desejo de um homem que está para morrer: corte um galho desta árvore." E Angulimala deu um golpe na árvore com a espada e um grande galho caiu. Buda disse: "Apenas mais uma coisa: junte-o novamente à árvore!"

Angulimala disse: "Agora tenho certeza de que você é louco, pois posso cortar, mas não posso unir".
 
Então Buda começou a rir e disse: "Se você pode apenas destruir e não pode criar, não deveria destruir, pois qualquer criança pode destruir, não há nenhuma bravura nisso. Esse galho pode ser cortado por uma criança, mas para uní-lo é necessário um mestre. E se você nem pode unir novamente um galho a uma árvore, como pode cortar a cabeça de um ser humano? Você já pensou nisso?

(Trecho do Livro BUDA - Sua Vida, Ensinamentos e o Impacto de Sua Presença na Humanidade - OSHO - Editora Cultrix)


SAC da meditação - Mindfulness

Você está com problemas para manter a atenção plena?
Leia aqui:

1. DORMI, E AGORA?

Apesar de comum na fase inicial, adormecer não é o objetivo.

Jogue água fria no rosto, evite mediar tarde da noite e mantenha os olhos abertos durante toda a sessão. Faça o que for preciso para permanecer alerta, como faria ao volante.

2. FICO VIAJANDO

Não adianta ficar com raiva: pensar no churrasco de domingo ou na conta do veterinário é natural e inevitável.

Conduza a atenção de volta à respiração assim que se flagrar vagando, quantas vezes for necessário.

3. NÃO TENHO DISCIPLINA

Os professores recomendam liberar a agenda sempre no mesmo horário, ao menos nas oito primeiras semanas.

Comece com dez minutos, depois 20, até chegar a 40.
Tente fazer sessões de segunda a sábado. Em dois meses, os benefícios serão notórios e a rotina, mais natural.

4. AS COSTAS DOEM

Aprender a aceitar sensações desagradáveis faz parte da meditação, mas ela não precisa ser uma tortura.

Priorize o conforto e sente-se numa cadeira. Pernas de índio valem apenas se sua flexibilidade permitir.

5. NÃO VEJO RESULTADOS

Ter grandes expectativas atrapalha a prática. Você vai, sim, se sentir mais calmo e feliz, os estudos comprovam. Mas focar-se apenas nos resultados impede de prestar atenção no exercício.

(Trecho da Revista Superinteressante - Edição 365 - Setembro/2016)

Informações maiores sobre Mindfulness em:
www.bemindful.co.uk  
www.vivamindfulness.com.br  e,
www.spm-be.pt

A Parábola do Semeador - Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec

5 - Jesus, ao sair de casa, sentou-se à beira-mar, e uma grande multidão de pessoas reuniu-se ao seu redor. Assim, Ele subiu em um barco, e...